segunda-feira, 16 de julho de 2007

Edição Extra - E o melhor é...

Saldou-se por um rotundo fracasso a primeira iniciativa promovida pel'"A Rebola". A Bíblia do Indoor resolveu premiar os melhores do primeiro ano de Playhouse Champions League, mas os leitores não corresponderam. De um total de ___ eleitores possíveis (a Comissão Nacional de Eleições ainda não nos enviou o número de recenseados, isto é, o número de atletas que já participaram na competição, pelo que esperamos um dia preencher este vazio), apenas 9 (nove) se dignaram a enviar as suas preferências, numa votação que esteve aberta durante cerca de 15 dias.

Dos nove eleitores, cinco estão ligados ao SCP (João, Diogo, Cabica, António e Tiago), três ao CCB (Jorge, Ricardo e Nuno) e temos ainda Mónica, no duplo papel de adepta do SCP/mulher de futebolista. A taxa de abstenção foi, como se infere, elevadíssima, o que é cada vez mais comum em Portugal, alegadamente o país mais civilizado do Norte de África.

Seja como for, e por respeito pelos votantes, vamos ao anúncio dos vencedores.

Assim, temos, não um, mas dois Jogadores do Ano! Tiago, já conhecido por "O Yashin Do Montalvão", e António, "O Di Stéfano Daquele Bairro Que Fica Entre O Estádio Do Bonfim E A Estação Dos Comboios", ambos atletas do SCP, mereceram sete votos cada um.

Pedro Bento, Tony e Roman, com cinco votos, e Diogo, com quatro, são os restantes componentes da equipa ideal da temporada, que ficaria então assim esquematizada: Tiago; Roman; Pedro Bento e António; Diogo e Tony. Uma equipa de ataque, pois claro.

Receberam igualmente votos os seguintes 13 pernas de pau, perdão, jogadores bestialmente tecnicistas: Pedro Cabica e Ricardo (3 votos), Simão, João, Birrento e Jorge (2), Vieira, Manuel, Nuno, Mikael, Eduardo Catarino, Castanheira e Joaquim (1).

Resta dizer, com muita pena, que nos é impossível atribuir os prémios que tínhamos destinado ao(s) vencedor(es) do concurso "Jogador do Ano". Os prémios eram de conteúdo porno-erótico e, sendo os dois vencedores menores de idade, a lei proíbe-nos de proceder à sua entrega. E nós somos cumpridores.

Fica assim encerrada a primeira grande iniciativa d'"A Rebola". Voltaremos na próxima época. Para aumentar o interesse dos leitores, estamos a envidar esforços para a realização de uma Gala para a entrega dos prémios. A apresentação será de Soraia Chaves, na condição de a relativamente engraçada actriz se comprometer a envergar a mesma vestimenta que utilizou na maior parte do filme "O Crime do Padre Amaro". Até pró ano!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Número 18 - 13/07/2007

Nota da Direcção: por falta de comparência do Jornalista destacado, ou de outros voluntários, a crónica desta semana será composta apenas pelo resultado, e marcha do marcador. Intencionalmente os marcadores dos golos não são referenciados, pois os principais marcadores nunca até hoje contribuiram para este Blog, pelo que seriam os principais beneficiados.

Moeda da Direcção: Entretanto, e dando proveito à fama de os funcionários públicos não terem muito o que fazer, Pedro Cabica escreveu e enviou-nos uma crónica do último encontro. Por respeito pelo raro esforço de um funcionário do Estado, publicamos o trabalho logo após a ficha do jogo.

12/07/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, 10 - Sem Colete, 4

Ficha de Jogo:

CCB: Jorge Sousa, Roman, Vieira, Tony, Castanheira, Pedro Bento

SCP: João, Cabica, António, Diogo, Ricardo, Tiago

Marcha do Marcador:

CCB - SCP:
1-0, 2-0, 2-1, 2-2, 3-2, 4-2, 5-2, 5-3, 6-3, 6-4, 7-4, 8-4, 9-4, 10-4

Crónica:

Se o fim fosse o início

20 horas do dia 12 de Julho de 2007, o sr. Gois decide dar por terminada a partida no playhouse de Pinhal Novo. A expressão facial do sr. Gois era o espelho da exibição da sua equipa, o SCP. Talvez o facto de ser sem coletista tenha originado a aplicação do seu poder decisório dando por finda a partida, evitando desta forma uma nova goleada da congénere rival, porventura, quiçá, novo dissabor emocional. Um homem não é de ferro nem há coração que aguente tanta humilhação, o sr Gois não foge à regra.

Num dos vários relvados verdes da magnífica estrutura onde o espectáculo decorria os CCB terminavam a partida da melhor forma possível, tendo em Toni o seu principal municiador e construtor de jogo, nem o facto de ter feito um jogo apenas razoável o impediu de continuar a ser o elemento gerador de imprevisibilidade, de todos os elementos participantes é o que maiores desequilíbrios provoca. No lance anterior ao 9-4 final já Jorge Sousa tinha bisado, a demonstrar grande capacidade emocional após o ping pong de palavras semanal, bastante vergonhoso, entre o próprio e o seu marcador directo de seu nome do meio Cabica. Esta ocorrência foi largamente publicada e publicitada na principal imprensa desportiva regional do país, a qual atingiu níveis de audiência nunca antes registados. Os 2 últimos golos do SCP foram marcados pelo melhor jogador em campo desta promissora equipa que tarda em encontrar-se, que tarda também em encontrar o paradeiro de Simão Neves, que por fim tarda em encontar um rumo regular de vitórias. Cabica ficou em branco mais uma vez derivado ao facto de não gostar de preto, Ventura provocou novo estímulo na sua equipa ao fazer o tento da igualdade (2-2), sol de pouca dura, porque antes do 2-1 marcado pelo mustang António, já a equipa sem coletista perdia por 2-0.

A história do jogo ficou marcada pelos segundos iniciais com o resultado em branco, o que define na perfeição o equilíbrio constante em ambas as equipas nesta fase do jogo.

O apito inicial fez-se ecoar por volta das 19 horas, com a esperança dum resultado positivo da parte do SCP a invadir de palpitações o coração de melão do Sr. Gois.

Apreciação Individual (1-5):

CCB:
- Vieira (3) - Muito certinho, imagem de marca deste jogador, algumas hesitações e precipitações quando tem alguns jogadores adversários actuantes em pressão alta. Não comprometeu, inteirando-se bem na manobra atacante da sua equipa.
- Roman (4) - Dos jogadores mais cobiçados pelas 2 equipas. Faz bom uso do porte físico revelando-se por vezes uma autêntica muralha. Nota-se alguma quebra física, recuperável quando o CCB faz a rotatividade de Guarda redes.
- Pedro Bento (4) - Bisou, quanto a nós o jogador mais discreto, quase não se dá por ele, mas portador uma eficiência e de um sentido táctico impressionante. Jogador tecnicamente evoluido. Com maior poder de explosão ainda dará mais que falar.
- Castanheira (3) - O golinho da ordem, boa técnica e velocidade é a imagem de marca deste voluntarioso jogador, só necessita de ler melhor o jogo, ou seja jogar de cabeça levantada.
- Toni (4) - Se se pudesse atribuir um 3,8 era a nota que levava, já fez melhores jogos, mas decididamente é o jogador com mais talento a nível técnico das 2 equipas. Imprevísivel, muito rápido e imprescindível nesta equipa. Quando não joga, a sua falta é notória. Muito mais maduro.
- Jorge Sousa (4) - Outro jogador que poderia levar a mesma nota de Toni. Parece uma frase feita, não o é. Desgasta a defesa adversária, cria linhas de passe, tem bom jogo de cintura, inteligente na forma como utiliza o corpo para ganhar diversos lances. Mais 2 golos para a média final.

SCP:
- Tiago (2) - Ontem não fez os impossíveis, nem sempre é possível, mal batido em 2 golos, não fosse esse facto, teria nota 3. Melhorou nas saídas.
- Cabica (3) - Às vezes dá pena ver este jogador tão voluntarioso, bastas vezes obrigado a preencher várias zonas do campo quase em simultâneo para compensar algumas falhas defensivas dos seus colegas, com isto não consegue explanar todo o seu potencial, que o tem e que precisa ser trabalhado. Tem revelado alguma falta de confiança, necessita melhorar a técnica. Não comprometeu. Bem nos lances de bola parada, principalmente nos pontapés de canto.
- Ricardo (4) - Foi o melhor jogador desta equipa, marcou 2 golos muito importantes, actuou numa zona mais central do terreno, mais a habituado a descair para o lado direito. Palmelense e Quintajense choram por ele.
- Diogo (2) - Queixou-se em demasia das faltas por assinalar, complicou o que era fácil, não deixa de ser um grande jogador. Precisa de perceber que o futebol tem de ser jogado de forma simples apesar de todo o potencial.
- António (2) - O melhor jogador do SCP parece desmotivado, necessita de estímulo e incentivo, talvez devesse ser ele o o maestro desta equipa, ou de uma equipa com muito maiores ambições.
- João Ventura (3) - O marcador do golo mais bonito da história do Indoor também não tem possibilidade de explanar o seu futebol, também ele tem de sair da sua posição natural para procurar ocupar os espaços de forma a arrastar consigo os centrais para permitir a finalização dos médios interiores. O golo marcado na passada semana pode ser visionado na Reboleusport.

Adepto da semana: Sr. Gois.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Número 17 - 10/07/2007

Nota da Direcção: No Correio dos Leitores da edição número 15 d'"A Rebola", Jorge Sousa inaugurou um novo tipo de comentário futebolístico: o comentário feito por alguém que não viu o jogo que comenta. A Direcção d'"A Rebola" permitiu-se apropriar-se da inovadora ideia deste nosso leitor e decidiu esta semana apresentar uma crónica escrita por quem não esteve presente na Playhouse. Esperamos que esta nova forma de jornalismo seja bem recebida pelos nossos fiéis leitores.

05/07/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, 16 - Sem Colete, 11

Ficha do Jogo:

CCB: Joaquim, Roman, Eduardo, Pedro Bento, Castanheira e Tony.

SCP: Birrento, Paulinho, João, Valter, António e Diogo.

Golos: Por avaria do marcador electrónico não foi possível assinalar os golos.

Crónica:

Calcanhar de Aquiles

Realizou-se na passada semana o 300º derby entre SCP e CCB, como em todos os derbies a incerteza do resultado tem como certeza a incógnita do mesmo, tão certo como os CCB entrarem no jogo a perder, perderem a cabeça, a noção do horário, acabarem por acertar os ponteiros do relógio no fuso auto-estabelecido, estabelecido de forma a levar de vencida a sua congénere rival por larga vantagem. Ao contrário do afirmado pelo omnipresente ponta de lança/repórter/visionário Jorge Sousa, o SCP deu novo alento à história destes gigantes, ou seja os sem coletistas não perdem de 2 em 2 meses, mas sim de 2 em 2 semanas. A jogatana ficou marcada por algumas ausências de vulto, retornos e estreias de culto, realçamos a ausência de Cabica, alvo de sumaríssimo do conselho de justiça por excesso de fair-play, Simão Neves dividido entre reuniões de serviços sociais, conselho de justiça e panteras cor de rosa (novo patrocinador da Instituição Saltitante das Papoilas) e a ausência ou não de Jorge Sousa, segundo fonte segura, abdicou de jogar esta partida para poder comentá-la através de videoconferência num qualquer sítio do mundo, provavelmente terá arrastado Cabica consigo para este nunca mais o marcar, quiçá voltar ou vice versa. Quanto às estreias uma palavra de apreço e incentivo para os debutantes destas andanças, muito nervosos, ansiosos, fazendo jus ao talento com algumas hesitações técnico/psico/tácticas afinal é a estreia no derby mais mal bem jogado do mundo, já os retornados estiveram ao nível de qualquer guerreiro participante na guerra colonial.

No jogo jogado, entrou melhor o SCP, mantendo-se depois o equilíbrio até ao empate (6-6), no momento seguinte reagiram impulsivamente e energicamente os CCB construindo com tranquilidade o 12-6 e gerindo depois até ao 16-11 final. Destaque para o regresso em grande de João Ventura que deliciou os milhares de adeptos presentes com um magnífico golo de calcanhar, digno de figurar nos 7 magníficos golos de calcanhar de toda a história, prova disso o aplauso monumental dos insuportáveis tiffosi dos CCB brindaram o jogador germanico-setubalense pelo golo lindíssimo, que vai fazer esquecer a curto prazo o célebre golo de Enrabado Madjer na final do Prater de 87 marcado ao Bayern München. Nem tudo brilha nos calcanhares do SCP, o de Aquiles tarda em eclipsar-se.

Apreciação Individual (1-5):

CCB:
- Joaquim (3)
- Roman (3)
- Eduardo (3)
- Pedro Bento (4)
- Castanheira (4)
- Tony (4)
- Jorge Sousa (?)

SCP:
- Birrento (3)
- Paulinho (2)
- Valter (2)
- António (2)
- Diogo (3)
- João (5): Momento delicioso, estonteante, inesquecível, o melhor golo de todos os derbies, alembra que está vivo e com ganas de mostrar todo o seu grande potencial e real valor.

Pseudo Jornaleiro: José Cabica Omnipresente da Bóia.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Edição Extra - Equipa e Jogador do Ano

Prezado leitor!

Faz agora (mais coisa, menos coisa) um ano que se iniciou o derby nacional de futebol indoor na Playhouse do Pinhal Novo. "A Rebola", também conhecida como "A Bíblia do Indoor" é uma criação relativamente recente, mas os memoráveis combates na relva já têm uma longa história para contar. O desafio que "A Rebola" agora propõe aos seus leitores é a escolha da equipa ideal do ano que passou e, simultaneamente, do melhor jogador que pisou a relva de 123ª geração da Playhouse.

Regulamentos:
- Cada votante escolherá os seus seis jogadores preferidos. Apenas serão aceites as votações dos leitores que se identificarem com o seu nome próprio. Assim, votações realizadas por anónimos, pseudónimos, heterónimos e caralhónimos não serão consideradas.
- Existindo apenas um guarda-redes profissional, o gonçalvesco Tiago, e para evitar a injustiça de ele ter 100 por cento dos votos, cada votante é livre de escolher uma equipa com Tiago + 5 ou uma equipa formada por seis jogadores de campo.
- Como isto não é a chunguice do festival da Eurovisão, cada votante poderá votar em si próprio, acreditando "A Rebola" que o fará em consciência.

Critérios de desempate para Jogador do Ano:
- Será eleito Jogador do Ano aquele que for mais vezes escolhido para a Equipa do Ano.
- Em caso de igualdade entre dois ou mais atletas, será realizada uma nova eleição específica para escolher o melhor de entre eles, sem que os próprios possam participar.
- Se mesmo assim persistir o empate, a vitória será decidida em campo, através da marcação de livres de 10 metros, antes ou depois de um desafio. O guarda-redes será, obviamente, o gonçalvista Tiago. Se chegarmos a este ponto, Tiago será então encerrado em local desconhecido, para evitar abordagens malignas.
- Se nem assim o empate se desfizer, a decisão será tomada à porrada. Os candidatos lutarão entre si, sem armas. Não havendo contagem de pontos, o combate terá, obviamente, de terminar por KO.

Falta apenas definir o prémio a atribuir ao Jogador do Ano. Mas entre fruta, chocolate e rebuçadinhos algo há-de se arranjar. A votação terminará no dia 15 de Julho de 2007.

E agora, VOTEM!

IMPORTANTE: Pede-se aos estimados votantes que colaborem e que se limitem a deixar o seu voto na caixa de comentários, de forma a facilitar a respectiva contagem. Mensagens que não tenham a ver com o assunto serão apagadas. Em caso de votos repetidos será considerada a primeira votação. Mensagens não assinadas serão igualmente apagadas. Obrigado pela compreensão e colaboração.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Número 16 - 28/06/2007

28/06/2007, Playhouse, 18h30

Com colete, 8 - Sem Colete, 16

Ficha de Jogo:

CCB: Vieira, Jorge, Eduardo, Pedro, Ricardo, André

SCP: Tiago, Cabica, Simão, João, António e Diogo

Golos: Diogo (0-1), Diogo(0-2), António (0-3), André (1-3), Diogo (1-4), Vieira (2-4), António (2-5), Ricardo (3-5), António (3-6), Diogo (3-7), Cabica (3-8), Pedro (4-8), Diogo (4-9), Diogo (4-10), Pedro (5-10), Diogo (5-11), Diogo (5-12), João (5-13), Diogo (5-14), André (6-14), Ricardo (7-14), Jorge (8-14), Diogo (8-15), Cabica (8-16)

Crónica:

Massacre aos postes, barra e redes... com sabor amargo!

Depois de tantas ausências e mudanças na equipa dos CCB, era de esperar algum impacto! Com Castanheira a cancelar a sua participação á última da hora e ter de ser chamado o menos rodado Eduardo, após ausência por motivos desconhecidos de Tony, e da falta do convodado Catarino para participação no SB-SR, com o regresso de Jorge Sousa, depois de 2 semanas de paragem por baixa médica, e recepção nos CCB de um jogador originalmente (da equipa inicial e base) SCP (André) já por si adepto de um clube com uma bonita cor, mas com riscas num sentido mais 'abixanado', poderá este ter sido o cavalo de troia? o presente envenenado? A ver vamos se irá ingressar na sua equipa original os SCP a curto prazo, ou terá sido uma deslocação estrategicamente pensada. Os dois golos apontados, um pouco consentidos, comparados com outras dezenas de remates de maior grau de dificuldade não pensamos servir de atenuante.

Em termos de fair-play e erros de arbitragem haveria muito a dizer neste jogo, desde um golo que ninguém viu entrar, mas todos saberem de antemão haver um buraco lateral na baliza dos CCB, golo validado pelo árbitro da partida (a fazer lembrar aquele em que o apanha bolas agarra na bola que saiu, e manda-a para dentro da baliza, e golo validado), um atraso de João para Tiago, que é impensável dizer-se que seria um corte! Somos jogadores de bola de fim de semana, ou jogadores de dominó da taberna mais próxima? o árbitro deixou seguir, um corte limpo num contra-ataque por parte de Jorge a Diogo, com Pé na Bola, em que Diogo se atira para cima de Jorge, seria possível, tipo matrix, passar a transparente, para deixar passar Diogo? o árbitro marca falta defensiva, e ainda João agarra claramente Jorge quando numa tentativa de contra-ataque, em que Jorge depois de ser agarrado desiste, mas nos reçaltos João fica com a bola! Lei da vantagem? mas de seguida o infractor ficou com a bola. Na questão do fair-play, há ainda a assinalar a bolada que Simão leva nos 'tin tins', e Cabica em vez de atirar a bola para fora, para se proceder a assistência ao jogador da sua mesma equipa, segue a bola, tentando aproveitar para lançar o contra-ataque. De salientar também ainda as percas de tempo propositadas, não só pelo jogador Cabica que ele próprio confirmou mas outros tantos.

Em relação ao jogo, resumindo não houve mãos suficientes para contar as bolas ao poste direito, bolas ao poste esquerdo, bolas á barra, bolas retiradas em cima da linha, bolas retiradas por instinto (porque nem se viam).... Se os postes falassem como o GR Tiago, ainda agora se ouviam os "ai's", o próprio Tiago amanhã deve estar todo dorido.... mas isso leva a pensar o porquê de um resultado contrário tão desnivelado então?! Sim, porque a equipa dos CCB, á semelhança de todos os outros jogos, não tem Guarda Redes Fixo, e todos vão á baliza sem excepção! Vieira tentou aguentar mais tempo, para ver se começava a defender melhor, mas também não é o seu forte (nem fraco é), e muito menos é o de qualquer outros dos jogadores. Vieira fez o que pode!
Numa frase, poderá dizer-se que era "O CCB a carregar, e os SCP a marcar" no contra-ataque, principalmente através de Diogo que marcou 62% dos golos dos SCP, com 18% por parte de António, e 12% por Cabica, deixando João com 1 golo (8%), e Simão e Tiago sem se estriarem. Demonstra um desiquilibriu notável.
Nos CCB o equilibrio é mais saliente em termos de golos, com 2, 2, 2, 1, 1 e 0.

Mas com tudo isto a equipa dos SCP ainda tremeu, e não fosse os golos que Diogo marcava, e ainda mais teriam tremido mais! já se houvia "se eles marcam mais dois... não te preocupes se marcarem dois ainda ficamos a ganhar! a gente aguenta" (João para Cabica).

Há ainda a lembrar, que este jogo durou entre as 18h45 e as 20h25, porque será que hoje não houve a questão de acabar o jogo ás 20h ou 20h05 ou mesmo 20h15? e teve de ser um membro dos CCB a dizer que se calhar era melhor irmos embora porque temos outras coisas a fazer? Será do Guaraná! ? Vamos esperar por outros jogos fixando a hora de términos deste nas 20h25! Fica para a história, para um dia recordar.

Apreciação Individual:

CCB:

Vieira (3): fez o que pode á baliza, e ainda marcou um golo, já esteve em melhor forma, mas aguentou-se bem! Dificil aguentar com contra-ataques em que Diogo aparece sozinho!

Jorge (3): fez algumas assistências para golo, falhou alguns golos, inclusivé de cabeça, mas ainda marcou 1, depois de 2 semanas de paragem pouco se pode pedir mais, conseguiu ainda desgastar fisica e psicologicamente Simão e Cabica.

Eduardo (3): muito virgem ainda, não aguentou o ritmo, não conseguiu vingar, soube organizar o jogo no meio campo, mas falhou nos ultimos 5 metros do terreno, Esperam-se melhoras.

Pedro (4): apesar do penalti que sofreu (claro), mas não marcou, conseguiu aguentar o meio campo e a defesa, mas tirou novamente mal as medidas á baliza com várias bolas a baterem nos travessões! ou a retirarem tinta dos postes lateralmente. Apesar de tudo fez um bom jogo

Ricardo (4): Um dos melhores em campo a fazer o transporte defesa ataque, mas também vingou poucas vezes, apenas duas! mas está a melhorar a olhos vistos.

André (3): não fosse os golos que marcou, já referidos atrás, e a nota seria negativa. Atrapalhou-se muitas vezes com a bola em posição vantajosa livre de marcação, falhou alguns passes, e podia ter feito melhor. Deu a impressão de que a equipa dos SCP não marcava este jogador como com tanto afinco eram marcados outros. Sendo um jogador dos SCP da equipa original, equipa base, não terá havido negociações extra jogo?.

SCP:

Tiago (5) : sem dúvida alguma o melhor em campo, se há jogadores que valem 5 golos por jogo, ou mais, este GR valeu hoje talvez 10 golos! Ofereceu o corpo ao manifesto, defendeu por instinto, sem instinto, assim assim, mas defendeu! e quando não defendia, estavam lá o poste direito, o poste esquerdo, a barra, o Cabica a tirar golo certo, e o Simão a fazer o mesmo! nada a apontar! participação a 200%

Cabica (3): Não fosse a falta de fair-play, e tinha melhor nota, mas continua a não aguentar todo o ritmo do jogo depois de 22 jogos, esperam-se melhoras!

Simão (3): não marcou, mas esteve bem na defesa, aguentou bem até onde pode, ou seja até ao limite!

João (2): os golos claros que falhou, e acabar com apenas 1 golo, é na minha opinião vergonhoso, e não estou a exagerar! Afinal qual é o objectivo? Não é marcar golo?

António (3): Aguentou-se bem, nem se deu por ele pela sua postura em campo! desporto pelo desporto, nada de conflictos.

Diogo (3): os golos que marcou não desculpam as situações em que poderia permitir a outros colegas facturar! Será que há alguma competição para melhor marcador de que não temos conhecimento? As 'fitas' são também frequentes, mas são más para o espétaculo. Além de que os golos que marcou, com Guarda-Redes que não o são, não fez mais que a obrigação! Não marcá-los (como aconteceu com alguns) é vergonhoso.


O Jornalista de Serviço: Jorge


PS: sei que esta crónica possivelmente irá bater o record de comentários adicionados, por possivelmente colocar dedos em algumas feridas, mas estou a ver se me despedem de jornalista, para passar a caneta e o pap... ai.. o teclado a outro!

PS: de salientar a hora de saida desta crónica! em que o Jornalista apesar de pretencer aos CCB que perderam, cumpriu a tarefa assignada em tempo record.


domingo, 24 de junho de 2007

Número 15 - 24/06/2007

21/06/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, 17 - Sem Colete, 8

Ficha do Jogo:


CCB: Vieira, Ricardo, Eduardo, Pedro Bento, Castanheira e Tony.

SCP: Tiago, Cabica, Simão, João, António e Diogo.

Golos: Castanheira (1-0), Pedro Bento (2-0), Tony (3-0), Castanheira (4-0), Ricardo (5-0), Pedro Bento (6-0), António (6-1), Vieira (7-1), João (7-2), António (7-3), António (7-4), Tony (8-4), Diogo (8-5), Vieira (9-5), Eduardo (10-5), Tony (11-5), Castanheira (12-5), Diogo (12-6), Pedro Bento (13-6), Tony (14-6), Ricardo (15-6), Ricardo (16-6), Tony (17-6), António (17-7) e Pedro Cabica (17-8).

Crónica:

Alguém apontou a matrícula?

Era expectável que o CCB, depois da inesperada, mas justíssima, derrota da semana anterior, tivesse uma atitude de vingança no derby da última quinta-feira. Era expectável mas o SCP... deu a sensação de que não estava à espera. Mas para além da atitude renovada dos laranjinhas verificou-se uma mudança táctica na equipa. Com a ausência de Jorge Sousa, o avançado que está sempre à mama, perdão, sempre extremamente bem colocado junto da baliza contrária, o CCB deixou de contar com um pivot na frente e jogou de uma forma mais móvel, que desorientou a estratégia defensiva contrária. Para o lugar de Jorge entrou o mercenário, perdão, o extremamente profissional Eduardo Catarino, que na semana anterior tinha sido uma das figuras do... SCP. Resultado destas alterações: um jogo de sentido único, em que a equipa sem colete pareceu ter sido atropelada por um camião TIR, sem sequer conseguir tirar a matrícula.

O início com colete foi avassalador e depressa o marcador chegou ao 6-0. Em seguida assistiu-se ao período mais interessante do encontro, quando o SCP se encheu de brio e conseguiu chegar a um relativamente equilibrado 8-5. Mas no meio da euforia pela redução da desvantagem começaram a surgir os erros defensivos e as saídas para o ataque passaram a ser cada vez menos eficazes, pelo que o marcador voltou a avolumar-se. Resta ao SCP a consolação de ter marcado os dois últimos golos do encontro. Nunca se saberá até onde poderia chegar a sua recuperação, se não tivesse chegado logo a seguir o apito final do árbitro. Por falar no homem do apito, este cometeu um erro bastante grave, que não teve consequências pela diferença no marcador. A determinada altura Pedro Bento desfaleceu na área adversária e o árbitro assinalou falta de Pedro Cabica. Se um erro não fosse suficientemente grave ainda cometeu outro, quiçá para compensar a injustiça, ao assinalar o livre fora da área. Acreditamos que o Derby dos Derbies merece apitadores melhores.

Apreciação Individual (1-5):

CCB:
- Vieira (3): Com Ricardo e Eduardo por perto, teve a tarefa mais facilitada no aspecto defensivo e aproveitou para se integrar mais no ataque. Como resultado marcou dois golos, e bem importantes, pois aconteceram no melhor período do SCP.
- Ricardo (3): É uma espécie da Cafu do CCB, especialista em fazer todo o corredor direito. Defende e ataca bem e aplicou a preceito o seu potente pé destro, o que resultou em três golos.
- Eduardo (3): Não brilhou tanto como na semana anterior, o que é normal visto que desta vez alinhou numa equipa com mais vedetas e remeteu-se a tarefas mais defensivas. Mesmo assim ainda fez o gosto ao pé uma vez.
- Pedro Bento (3): Foi dos que entrou melhor no jogo na sua equipa. Como tem sido normal nos últimos tempos não brilhou tanto como no início da época. Será um momento de forma menos bom? Talvez não, talvez seja apenas uma forma mais discreta de liderar a equipa, deixando o brilho para outros. Apontou três golos.
- Castanheira (3): Foi o outro atleta laranjinha que entrou a todo o gás, apontando dois dos seus três golos nos primeiros minutos. É dos jogadores mais rápidos em campo, o que é útil à equipa nas saídas para o contra-ataque, mas também leva a alguma precipitação na resolução de algumas jogadas. Falhou um penalty.
- Tony (4): Foi novamente o jogador mais exuberante da sua equipa e, desta vez, o melhor em campo. Tem uma forma física invejável, sendo sempre o último a parar de correr. Marcou cinco golos, aproveitando da melhor maneira a troca de guarda-redes na equipa adversária, na fase final da peleja.

SCP:
- Tiago (2): Fez o seu trabalho com competência, mas sem o brilho de outras ocasiões. Teve a oportunidade de terminar o encontro como jogador de campo, mas não aproveitou a benesse concedida pelo treinador. Será falta de ritmo competitivo ou mesmo falta de vocação para a função? A rever.
- Cabica (1): Não teve um regresso feliz ao seis inicial. O esforço foi o de sempre, mas as coisas não lhe saíram bem, especialmente na saída para o ataque. Adoptou ultimamente um posicionamento táctico estranho: quando o SCP ataca mantém-se muito perto do seu guarda-redes, o que torna a equipa muito longa. Resta a consolação de ter fechado o placar, e com um golo que foi registado.
- Simão (2): Em termos tácticos é o jogador menos merecedor de reparos do SCP. Raramente se encontra desposicionado, quer quando a equipa defende, quer quando ataca. Ficou em branco, mas foi dos melhores da sua equipa.
- João (1): Marcou um golo. Com isto fica dito tudo o que fez de bom pela sua equipa. Desinspirado no ataque, não teve a mesma eficácia defensiva de outros jogos. Completou o funeral do SCP quando se mudou para a baliza.
- António (3): Como quase sempre foi o melhor da sua equipa. Não apenas por ter marcado metade dos golos sem colete, mas sobretudo porque foi o único que, a tempo inteiro, conseguiu levar a bola para perto da baliza adversária. Começa a parecer jogador a mais para tão modesta equipa.
- Diogo (1): Como diria Jorge Jesus, joga bem à bola, mas não sabe jogar futebol. Ainda não percebeu que não há nenhuma lei que proíba passar e rematar ao primeiro toque, ou que obrigue a driblar o maior número de adversários possível antes de dar a bola a outro. Como os CCB's já o conhecem de ginjeira, a sua forma de jogar é cada vez menos eficaz. Não evoluiu na última época; será o Carlos Martins do SCP?

Jornaleiro da Semana: Jornaleiro Ressuscitado (Mas Por Pouco Tempo)

terça-feira, 19 de junho de 2007

Número 14 - 19/06/2007

14/06/2007, Playhouse, 19h00

Sem Colete, 8 - Com Colete, 7

Ficha do Jogo:

SCP: Tiago, Simão, João, Eduardo, António e Diogo.

CCB: Vieira, Ricardo, Pedro, Castanheira, Tony e Jorge.

Golos: António (1-0), Ricardo (1-1), Pedro (1-2), António (2-2), Pedro (2-3), António (3-3), Eduardo (4-3), Diogo (5-3), Eduardo (6-3), Ricardo (6-4), António (7-4), Diogo (8-4), Tony (8-5), Castanheira (8-6) e Castanheira (8-7).

Crónica:

Vira o disco e... ganha outro

No passado dia 14 voltou a disputar-se o dérbi semanalmente recorrente de 5ª feira no indoor do Pinhal Novo. As equipas apresentaram 1 alteração cada, Eduardo apresentou-se no lado sem colete enquanto Ricardo envergou o distintivo laranja fluorescente.

O jogo começou dividido e equilibrado com "bola cá - bola lá" a fazer o marcador avançar até ao 3-3 sem que nenhuma equipa conseguisse mais de 1 golo de vantagem. Seguiu-se então um período de acerto ofensivo da equipa sem colete que conseguiu ganhar uma vantagem de 3 golos em saídas rápidas para o ataque perante a inoperância defensiva de equipa contrária. Recorrendo à estatística destes dérbis podemos ver que este não é um cenário novo e são já muitas as viragens de marcador por parte da equipa com colete. Após mais 1 golo para cada lado, colocando o resultado em 8-4 para os SCP, começou então o 3º e último capitulo da história deste jogo, com o CCB a exercer pressão e o SCP a defender-se com unhas e dentes, sempre com um olho no contra-ataque. Os CCB tentaram de tudo até ao bater de palmas do sr. Gois a terminar o jogo mas em vão. Este era o dia dos SCP, que conseguiram voltar às vitórias após um jejum de algumas semanas.

Apreciação Individual (1-5):

SCP:
- Tiago (4): O habitual abono de família na baliza dos sem colete. Vale com toda a certeza pelos menos 3 ou 4 golos por jogo e continua a ser um dos elementos mais importantes da sua equipa. Pode e deve melhorar a forma como lança os seus companheiros no ataque em situações de pressão.
- António (4): O melhor marcador do jogo com 4 golos. Beneficiou em muito da presença do Eduardo na sua equipa para combinar no ataque e ter mais espaços para marcar e dar a marcar. Tem andado apagado nos últimos jogos mas parece estar de regresso.
- Diogo (3): No início do jogo prometeu maior eficácia que o habitual ao jogar rápido com os seus companheiros mas foi "sol de pouca dura". Voltou a perder-se em dribles desnecessários e foi a peça mais "perra" da movimentação atacante.
- João (3): Formou a dupla de centrais com Simão a maior parte do jogo e teve dificuldades em sair a jogar durante a pressão alta dos com colete. Cortou várias jogadas importantes de inferioridade numérica da sua equipa (até com a mão mas a expulsão foi perdoada) mas nunca conseguiu controlar o jogo defensivamente quando a sua equipa precisava respirar.
- Simão (3): Exerceu funções similares às de João mas com maior sucesso na saída para o ataque, onde conseguiu empurrar a equipa um par de vezes para aliviar a pressão. Tal como João, também não conseguiu libertar a sua equipa do sufoco defensivo.
- Eduardo (5): O melhor em campo. Defendeu, atacou, marcou golos e deu a marcar. Fez um jogo box to box (caixa para caixa em português) e conseguiu dar à equipa sem colete a ligação "defesa - ataque" e vice-versa que por vezes lhe falta. Quebrou na parte final e daí­ para a frente a equipa não conseguiu sair do seu meio campo.

CCB:
- Jorge (3): O avançado dos com colete não estava nos seus dias e a equipa ressentiu-se. Falhou golos que não costuma falhar mas criou boas situações de remate para os seus companheiros vindos de trás, quase sempre desaproveitadas. Fez lembrar Nuno Gomes.
- Pedro (3): Continua à procura de melhores dias mas sem sucesso... Ajudou a equipa mas não criou os desequilíbrios que tanta falta faziam no ataque, principalmente no que diz respeito ao último passe e finalização.
- Castanheira (3): Outro elemento com colete abaixo do que já rendeu. Como é hábito, lutou e procurou durante todo o jogo mas as coisas voltaram a não sair da melhor forma. O momento menos bom reflecte-se na finalização da sua equipa.
- Tony (4): Entre toda a "anormalidade" da equipa com colete foi o que mais deu nas vistas principalmente na manobra ofensiva. Abriu buracos na defesa contrária recorrendo aos lances individuais mas não chegou para virar ojogo.
- Vieira (3): Depois de um período de ausência por lesão regressou com força e esta semana voltou a dar garantias à sua equipa equilibrando-a defensivamente e surgindo em zona de finalização no meio campo contrário. Ficou na retina a bomba que saiu do seu pé esquerdo, sem deixar a bola cair, na sequência de um canto e que tirou tinta à trave da baliza.
- Ricardo (3): Este recém chegado ao futebol indoor continua a dar boas indicações. Seguro na defesa, surge diversas vezes no ataque onde tem a oportunidade de aplicar o seu bom remate. Não está convocado para o próximo jogo, veremos como está no seu regresso.

Jornaleiro da Semana: Pedro "Il Maestro" Bento

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Número 13 - 15/06/2007

31/05/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, 12 - Sem Colete, 9

Ficha do Jogo:

CCB: Vieira, Ricardo, Pedro Bento, Castanheira, Toni e Jorge.

SCP: Tiago, Roman, Cabica, Simão, Eduardo Catarino e João.

Golos: Eduardo (0-1), Roman (0-2), Castanheira (1-2), Roman (1-3), João (1-4), Pedro Bento (2-4), Eduardo (2-5), Pedro Bento (3-5), Pedro Bento (4-5), Pedro Bento (5-5), Eduardo (5-6), João (5-7), Roman (5-8), Castanheira (6-8), Jorge (7-8), Toni (8-8), Jorge (9-8), Castanheira (10-8), Castanheira (11-8), Eduardo (11-9) e Toni (12-9).

Crónica:

Desta vez, ao que parece, o jornalista nomeado não conseguiu chegar ao Playhouse a tempo de fazer a cobertura da compita, pelo que nos limitamos a fornecer a ficha do jogo. Mais uma vez pedimos desculpa aos nossos leitores, prometendo restituir o dinheiro aos assinantes.

Como informação relativa ao jogo adianta-se que à passagem das 20h00, hora normal do apito final, o SCP vencia por 8-6. Por motivos desconhecidos e suspeitos o árbitro prolongou o jogo, permitindo a reviravolta do CCB.

A Direcção

Número 12 - 15/06/2007

24/05/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, ? - Sem Colete, ?


Pedimos perdão aos assinantes e aos leitores ocasionais d'"A Rebola", mas não estão, de momento, disponíveis mais informações sobre o derby do passado dia 24 de Maio. A responsabilidade é do repórter enviado para a cobertura do jogo dos jogos, sr. Tony Brito, que ainda não apresentou o resultado do seu trabalho.

A Direcção

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Número 11 - 24/05/2007

Local: Playhouse Pinhal Novo

CCB, 7 - SCP, 2

Equipas:

CCB: Vieira, Roman, Castanheira, Pedro Bento, Toni e Jorge Sousa.

SCP: Tiago, Cabica, Simão, António, Diogo e João.

Golos: Foram marcados por jogadores, e de ambas as equipas.

Crónica:

Morno, Suado e Frio

Desta vez vitória incontestável dos CCB sobre os SCP. O calor poderia ter funcionado como atenuante, mas o desiquilibrio entre as 2 equipas foi mais que evidente. O ritmo competitivo foi algo morno, a calícola fez-se sentir para ambos os lados, prejudicando um pouco o espectáculo. Pode parecer um contracenso a comparação entre jogo morno e a calícola mas de facto foi isso que se sentiu. Elevada mesmo só a temperatura ambiente. Nem casos, guerras verbais, ou sexo explicito no relvado permitiram elevar ainda mais a meteorologia futebolística, á excepção de um ou outro caso mais quentinho, mas perfeitamente normal no futebol. 2 golos é muito pouco para jogadores da estirpe sem coletista, sendo um dos golos marcados por um defesa (com menos um golo na estatística dos melhores marcadores) revela-se um pouco da inoperância sem coletista no que diz respeito à finalização, sendo a média de golos sofrida, outro factor de reflexão em termos de capacidade defensiva. Esta conjugação de factores significa que a equipa joga partida ao meio. Os CCB jogaram o q.b para vencerem de forma folgada a partida, muito entrosados, entendendo-se na perfeição, sem necessitarem de carregar no acelerador, vencendo o jogo de olhos bem fechados.

O mercado reabriu e aí está um reforço muito desejado pelo SCP, o muito cobiçado Eduardo Catarino. Milan, Benfica, Pinhalnovense, Quintajense eram clubes interessados, mas prevaleceu a vontade do jogador, como se sabe Sem coletista de coração. Os SCP investiram bastante neste jogador, apresentaram valores demasiadamente elevados para o orçamento deste clube com muitos jogadores em final de carreira e de contrato, mas também com jovens elementos dos quais se espera percurso cada vez melhor e mais ambicioso. Veremos se vale a pena o investimento...

Apreciações Individuais (1-5):

SCP:
- Tiago (4): Mais uma grande exibição, não fosse ele e o resultado seria mais expressivo.
- Cabica (2): Nota 2 é uma benesse, sentiu em demasia o calor, 2 sprints e estoirou, transformou-se num avançado e pouco mais, só o golo marcado o salva da nota 1.
- Simão (3): Tem pautado o seu jogo pela regularidade, foi dos menos maus.
- António (2): Parece desmotivado, gosta de pegar no jogo, é o melhor jogador, sendo jovem merece melhores resultados.
- Diogo (2): Já foi referido que era o 8 e 800 desta equipa, desta vez foi novamente o 8, agarra-se à bola em demasia, parece não confiar nos elementos mais velhos da equipa, prejudicando-se também por isso, tem de entender que o futebol é um jogo colectivo. Tem enorme talento, mas pouca solideriedade. Apenas 1 golo.
- João (3): Muito esforçado, uma assistência para golo, bem a defender, o calor deu-lhe de presente uma valente cambria (Jorge Jesus dixit).

CCB:
- Vieira (4): Se existisse um prémio de regularidade, era vencedor incontestável, não se fixou tanto na sua posição, abriu espaços, criou oportunidades, e rematou vezes sem conta. Se jogasse com calções doutro clube era um jogador perfeito.
- Roman (3): Muito bem a defender, não tem estado tão bem a atacar, tem perdido algum fulgor, estamos em final de época e isso traz algumas consequências.
- Castanheira (3): Com a brasa que se fazia sentir, este jogador parecia a brisa de vento que tanta falta fazia, tal a sua velocidade, boa técnica e entrega ao jogo, peca por se queixar em demasia das faltas não marcadas, algumas vezes com razão.Como jornalista parece o saudoso e malogrado Neves de Sousa, ou seja já não escreve... (Esta comparação pode parecer um pouco forte, mas foi a que me ocorreu).
- Pedro Bento (4): Voltou às grandes exibições depois dalgumas menos conseguidas, excelente a defender, excelente a atacar. Só não leva nota 5, devido a uma falta muito dura sobre o também durinho Diogo. Não é norma neste jogador.
- Toni (4): Se o personagem de Herman José Toni Silva na canção era um grande sonhador, Toni Brito no indoor é um grande jogador, é o elo mais forte nas transições defesa ataque, evoluiu muito tácticamente, todo o jogo passa por ele, e por ele todo o jogo tem de passar.
- Jorge Sousa (4): Ponta de lança em plena ascenção, tem um nome futebolístico nada agradável (Jorge Sousa, árbitro da Associação de Futebol do Porto) ao contrário do seu jogo, da maneira de estar no futebol e provavelmente na vida. Dos jogadores com mais fair play.

Árbitro: Excelente arbitragem, não se deu por ele.

Jornaleiro da Semana: Pedro Manuel Zé Pessoa da Bóia Barbosa Cabica du Bocage, depois de o jornaleiro designado, cujo nome não vamos revelar por razões da segurança pessoal do próprio, mas que começa e acaba como o do jogador do Sporting Caneira, ter incumprido a sua tarefa.

sábado, 5 de maio de 2007

Número 10 - 05/05/2007

Local: Playhouse Pinhal Novo

Assistência: 40.000 espectadores

CCB, 9 - SCP, 7

Equipas:

CCB: Mikael, Ricardo, Pedro Bento, Castanheira, Toni e Jorge Sousa.

SCP: Tiago, Cabica, Simão Neves, António Santana, Diogo e João Ventura.

Árbitro: Brutus Paixão (Associação de Futebol de Cu de Judas).

Golos: Simão (0-1), João Ventura (0-2), Pedro Bento (1-2), Diogo (1-3), João Ventura (1-4), Diogo (1-5), Castanheira (2-5), Toni (3-5), João Ventura (3-6), Toni (4-6), Diogo (4-7), Toni (5-7), Jorge Sousa (6-7), Toni (7-7), Jorge Sousa (8-7) e António Santana, p.b. (9-7).

Crónica:

Mel com gosto a fel

Pinhal Novo voltou a trajar-se de gala para acolher as duas melhores equipas do futebol português geometricamente quadrado.

Assistiu-se a mais um derby bem disputado, equilibrado na marcha do marcador, mas com registos de alguns momentos de frisson próprios dos grandes derbies desta natureza. O primeiro momento de tensão surgiu com a possibilidade dos SCP levarem de vencida a sua congénere rival por falta de comparência dalguns elementos desta equipa, tal facto originou algum desespero nas bancadas por parte dos poucos adeptos "Com Coletistas". No entanto a superstição deu lugar à realização, tal como Diogo do SCP, Castanheira do CCB cumpre o ritual de ser o último a entrar em campo, e o jogo lá se realizou para alívio dos poucos adeptos coletistas que já não acreditavam numa nova vitória da sua equipa.

Começaram melhor os Sem Colete construindo uma vantagem confortável de 4 golos apoiada num sistema táctico de 2x1x3 contrariando da melhor forma o novo sistema táctico dos CCB o 4x1, com variantes de 2x3 apoiada na pressão alta. Tudo saía bem ao SCP com Diogo a perceber finalmente as instruções do seu treinador marcando um hat-trick e fazendo uso do seu enorme talento, tal como João Ventura regressado à sua posição original, Tiago e Cabica voltaram às grandes exibições, com Simão a fazer bem as transições defesa-ataque com António um pouco mais discreto ao contrário do habitual. Do lado dos CCB a rotineira orientação cedeu o seu lugar à desorientação, Pedro Bento muitos furos abaixo do normal, Mikael a fazer pouco uso do seu poderio físico com Toni a desequilibrar com 4 golos marcados, sendo um deles muito duvidoso, suposta falta sobre Tiago que parecia ter a bola controlada. Porém a tradição diz que quem começa a vencer acaba derrotado e os homens conservadores do SCP fizeram questão de pôr em prática este costume.

Uma palavra para a equipa de arbitragem que não controlou o jogo em momentos cruciais que poderão ter tido alguma influência no resultado final.

O farnel de golos iniciais do SCP que mais sabia a mel num ápice se transformou num indesejado gosto a fel.

Apreciações individuais (1-5):

SCP:
- Tiago (4): Depois de algumas exibições menos conseguidas voltou a brilhar. Mais rápido nas saídas, muito bem nas manchas, felino entre os postes. Parece ter sofrido falta no primeiro golo de Toni. Um guarda-redes à atenção do mister Paulo Sousa
- Cabica (4): A bóia de salvação defensiva desta equipa, faltou-lhe o golo e continua a faltar-lhe a sua cara metade na defesa, impressionante a forma como cortou todas as linhas de passe. Aos 32 anos levou uma pujança física de fazer inveja. Não é um virtuoso, mas é o jogador que qualquer treinador gostaria de ter na sua equipa.
- Simão (3): Inaugurou o marcador, muito bem nas transições defesa-ataque e compensações defensivas. Só não leva nota 4 porque quebrou físicamente no final do jogo, teimando em jogar com uma camisola que só o prejudica nesse aspecto.
- António (2): O melhor jogador dos SCP teve noite não, marcou um golo na baliza errada, afectado em termos emocionais por uma má decisão de Brutus Paixão em que corta claramente o esférico, fazendo com que Tiago agarrasse a bola com as mãos, o árbitro, mal, marcou livre indirecto. A partir desse lance eclipsou-se.
- Diogo (5): É o 8 e 800 desta equipa, tem grande margem de progressão, desta vez foi o 800, parece ter feito as pazes com o seu treinador, deixando algum autismo desportivo de lado, driblou, construiu e marcou por 3 vezes, um autêntico poema futebolístico. Se fosse Poeta, provavelmente seria Pessoa...
- João (4): De regresso à sua posição de origem, também ele autor dum hat-trick. Falta-lhe maior poder de explosão fazendo uso do seu físico, excelente sentido posicional. Como bom germanófilo que é, faz lembrar a antiga glória alemã Rummenigge.

CCB:
- Mikael (2): Começou como guarda-redes e não se saíu nada mal, o pior estava para vir, quando passou para central, batido inúmeras vezes em velocidade, não esteve tão bem a defender e a fazer uso do seu poderio físico como tão bem sabe.
- Ricardo (3): Estreia absoluta de mais um homem da "Horta de Palmela", não foi por ele que se notou a ausência de Vieira e Joaquim. Cumpriu.
- Pedro Bento (2): Um golo apenas, não foi das suas melhores noites, permitiu a intercepção de muitos passes pela equipa adversária. Não teve o discernimento habitual e disso se ressentiu a equipa, até porque não sabe jogar mal, apenas mal numa noite para esquecer
- Toni (4): Fez um poker e só por isso leva nota 4, jogador de enorme talento, o que cria maior desequilíbrio na equipa advresária. No jogo emotivo tem os nervos à flor da pele. Precisa urgentemente de repensar o seu comportamento. Todos ficam a ganhar, principalmente o futebol.
- Castanheira (3): Voluntarioso, boa técnica, usa muito bem o seu poder de explosão. Marcou o golo da ordem.
- Jorge Sousa (4): O mal amdao da equipa dos CCB, faz lembrar o melhor Nuno Gomes, mais apessoado e com menos cabelo, joga bem sem bola, desgasta a defesa adversária e não tem de se preocupar com o cabelo, marcou dois golos fundamentais, plenos de oportunidade.

Árbitro: Brutus Paixão (0) - Não tem categoria para apitar jogos desta estirpe, muitos lances duvidosos marcaram a sua exibição, suposta falta de Toni sobre Tiago, livre indirecto que parece mal assinalado. Não segurou um jogo que parecia fácil. Mal táctica e disciplinarmente, Vítor Pereira terá de repensar os critérios de nomeação dos árbitros.

Jornaleiro da Semana: Pedro Manuel Zé Pessoa da Bóia Barbosa Cabica du Bocage

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Número 9 - 26/04/2006

26/04/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, 12 - Sem Colete, 4

Ficha do Jogo:


CCB: David, Birrento, Pedro Bento, Joaquim, Toni e Jorge.

SCP: Tiago, Cabica, Simão, António, Diogo e João.

Golos: Pedro Bento (1-0), Diogo (1-1), Pedro Bento (2-1), Birrento (3-1), Tony (4-1), João (4-2), Jorge (5-2), Tony (6-2), António (6-3), Tony (7-3), Jorge (8-3), Jorge (9-3), Pedro Bento(10-3), João (10-4), Pedro Bento (11-4) e Joaquim (12-4).



Crónica:

Sem Espinhas

Depois de terem voltado aos triunfos na semana anterior, os CCB continuavam imbuídos/"embebidos"(à la Jorge Jesus) do espírito de vitória. Assim, para garantir os 3 pontos ou a passagem à fase seguinte(a Federação Portuguesa dos Toscos do Playhouse ainda não definiu o modelo da prova), destacaram um espião para acompanhar a equipa adversária. É verdade, Joaquim foi visto no autocarro dos SCP e a sua presença condicionou fortemente a palestra que João "Luis Campos" Ventura e o seu adjunto Pedro "Paco Fortes" Cabica pretendiam apresentar aos seus jogadores. E deste modo se pode começar a explicar o desacerto total dos SCP, surpreendidos(ou talvez não, tendo em conta o historial da prova) pelo coesa e eficaz formação dos CCB. No que toca aos "6" iniciais, David, Birrento e Joaquim substituiram Roman, Castanheira e Vieira(talvez colado ao televisor à hora da partida, com esperança que aquela noite do Espanyol na Luz não tivesse passado de um pesadelo e que a equipa adversária do Werder Bremen fosse mesmo a Instituição). Já na formação contrária, Tiago substituiu Mickael.
O jogo até foi equilibrado nos primeiros momentos, com Diogo a responder com golo à "bomba" com que Pedro Bento fuzilou as redes adversárias. Mas, a partir do 2-1, o triunfo da equipa com colete nunca esteve em risco. Depois de Birrento ter aproveitado o seu bom pontapé de meia distância para fazer o 3-1, Tony contornou o guarda-redes e, ao fazer o quarto, pôs os SCP numa posição difícil, uma fez que os homens de laranja dificilmente permitem reviravoltas no marcador. Pedro Bento esteve em grande forma, marcando por 4 vezes, e Jorge, depois de marcar após erro crasso de Tiago(que lhe colocou o esférico nos pés), ainda protagonizou um belo momento, tocando a bola de calcanhar para as redes adversárias, num misto de Madjer e Nuno Gomes em Viena, por baixo das pernas do guardião contrário. Em relação às novidades, Birrento labutou e mereceu o golo, enquanto David, apesar de mais discreto devido ao seu pendor defensivo, nunca comprometeu.
Da parte dos SCP, João ainda beliscou a vitória dos CCB com dois golos, sendo acompanhado por António, que marcou uma vez e atirou duas bolas ao barrote. Mas, em termos de eficácia e solidez defensiva, a equipa foi um verdadeiro SCP das piores fases da era Peseiro. Deste modo, o desnorte foi visível tanto no ataque, onde as jogadas dignas de registo foram raras, bem como na defesa, onde guarda-redes e defesas esperam dias melhores.
Assim, os CCB conquistam a vitória mais robusta da época, estabelecendo o record de 8 golos de diferença em relação aos seus rivais. Os SCP, mais uma vez, nem sequer conseguiram vantagem no marcador no início da partida, ao contrário do que acontecia há tempos atrás.


Apreciação Individual (1-5):

CCB:
- David(3): Entrada feliz na equipa dos CCB. Foi o menos vistoso, é certo, mas foi aquele que mais se sacrificou na defesa, emprestando-lhe coesão. Fez um remate digno de registo, com força, mas à figura.
- Birrento(3): Trabalhou muito, marcou um golo do meio da rua(será que o guardião contrário não podia ter feito mais?) e conseguiu baralhar o meio-campo dos SCP. Se não tivesse falhado golos certos, a sua nota seria mais elevada, sem dúvida.
- Pedro Bento(5): Marcou o ritmo de jogo do CCB e voltou a ser o tal "maestro". A sua exibição foi marcado pelos golos bonitos(remates certeiros em zonas quase sem ângulo e um chapéu perfeito) e por muito trabalho no meio-campo. Assim, leva o Toyota para "Melhor em Campo"(como na edição antiga da Taça Intercontinental).
- Joaquim(3): Foi, juntamente com David, aquele que menos deu nas vistas. Marcou um golo esquisito, após ressalto, e deu força à equipa, comprometendo a manobra ofensiva dos adversários.
- Toni (4): Marcou 3 golos e é cada vez mais um jogador de equipa. Tem posto a sua qualidade em prol do colectivo e isso reflecte-se nas suas boas prestações, onde já se registam poucos remates precipitados e uma eficácia crescente. Amoreira e Sporting da Vinha estariam, certamente, interessados no seu regresso.
- Jorge (4): Deixou-se de trivelas e, depois de ter mostrado qualidades de cabeceador há duas semanas, marcou de calcanhar. Assim, foi protagonista de um belo momento no Playhouse, sem que para isso fosse preciso fazer amor com alguém. Fez um hat-trick e promete ingressar na equipa do Vitória Futebol Clube, participante na 2ª Divisão Distrital em 2007/2008.

SCP:
- Tiago (2): Abriu a capoeira pelo menos duas vezes e esteve muito abaixo da prestação anterior. Num dos lances de golo de Jorge, fez lembrar os áureos tempos da Ivica Kralj, atirando o esférico para os pés do ponta-de-lança contrário. Foi a sua exibição menos feliz desde o início d´A REBOLA.
- Cabica (2): Foi surpreendido pelo ritmo da equipa contrária. Se é verdade que cometeu alguns erros, também é certo que o Polga de Palmela continua desapoiado.
- Simão (2): É quem tenta começar a construir jogo no processo ofensivo, indo buscar a bola atrás para procurar linhas de passe. Revelou-se, porém, pouco decisivo, protagonizando poucos momentos de relevância na manobra da sua equipa. Vai ter de esperar outra oportunidade para chamar a atenção dos olheiros do Leça.
- António (3): Marcou por uma vez, atirou uma bola ao poste e outra à barra. Foi dos mais inconformados, é certo, mas não esteve ao nível habitual. Tendo em conta o desacerto geral, seria totalmente injusta a nota negativa, uma vez que foi o elemento sem colete que mais se destacou.
- Diogo (2): Precisa, urgentemente, de ser mais prático. Procura combinar com António demasiadas vezes, esquecendo-se dos jogadores mais discretos. Devido à sua forma de jogar, é recompensado quando é eficaz e muito penalizado quando não o é. Porque tem talento para isso, devia construir mais jogo para a equipa, tornando-se, assim, mais regular.
- João (3): Marcou por duas vezes, razão pela qual é dos poucos que merece nota positiva. Esperou muitas vezes que lhe entregassem a bola quando estava bem colocado, mas não teve sorte. Ou o estilo de jogo muda e aproveita o seu bom sentido posicional, mantendo-se no ataque, ou então mais vale ajudar na defesa, emprestando força física à sua equipa.

Jornaleiro da Semana: Tiago Gonçalves

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Número 8 - 20/04/2007

19/04/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, 14 - Sem Colete, 8

Ficha do Jogo:


CCB: Vieira, Roman, Pedro Bento, Castanheira, Toni e Jorge.

SCP: Mikael, Cabica, Simão, António, Diogo e João.

Golos: Toni (1-0), Castanheira (2-0), António (2-1), Castanheira (3-1), João (3-2), Jorge (4-2), António (4-3), Cabica, p.b. (5-3), Toni (6-3), Toni (7-3), Diogo (7-4), João (7-5), Toni (8-5), Diogo (8-6), Toni (9-6), António (9-7), Jorge (10-7), Diogo (10-8), Toni (11-8), Toni (12-8), Castanheira (13-8) e Vieira (14-8).

Crónica:

Ter ou não ter T

Depois da esperada eliminação dos lampiões da Taça UEFA, os derbies na Playhouse regressaram ao seu ritmo normal e, espera-se, sem mais interrupções futuras, pelo menos motivadas por argumento tão pobre. Em relação à semana anterior, em que o SCP voltou às vitórias, as duas equipas apresentaram-se com uma alteração cada no bem tratado relvado artificial do Pinhal Novo, hoje por hoje a capital nacional do futebol indoor. No CCB Joaquim deu lugar a Roman, que regressou após várias semanas de ausência, enquanto no SCP Tiago preferiu usar as mãos para degustar um jantar de aniversário em vez de para suster os remates contrários. Simão entrou para o seu lugar (não literalmente, pois desgraçados dos sem colete se o homónimo do mergulhador encarnado ficasse os mais de 60 minutos entre os postes).

O encontro começou com uma nuance curiosa, quando o capitão do SCP exigiu trocar de campo em relação ao habitual, isto é, jogar contra a rede e não contra a parede. Acabou por se revelar má política, depois da vitória da semana anterior, pois “campo onde se ganha não se troca” (conhecido provérbio assírio do século IV antes de Cristo). Para além disso, o apito inicial foi dado com o SCP ainda com apenas cinco elementos em campo. Diogo ficou mais tempo no balneário, pois, como bom Atleta de Cristo que é, ficou a rezar para que ninguém se magoasse e, se o Senhor não estivesse muito ocupado, para que Jorge Mendes passasse pela Playhouse para beber uma cerveja e reparasse no seu talento, levando-o a ingressar nos juniores do Chelsea. Em superioridade numérica, portanto, o CCB aproveitou bem esse factor. Logo na primeira jogada, Toni rematou quase de meio-campo, com força, mas quase à figura do então guarda-redes João. Mas este, entretido a contar o números de espectadores na bancada, para completar a ficha do jogo, só deu pela bola quando ela bateu na rede atrás de si. Escusado será dizer que não voltou a tentar contar o número de adeptos presentes. Portanto, ao contrário do que é regra, desta vez o SCP não conseguiu ganhar vantagem no início do encontro, tendo de correr sempre atrás do prejuízo (pensamos que faz mais sentido correr atrás do lucro, mas quem somos nós para contrariar os comentadores televisivos?). Os com colete estiveram sempre na frente do marcador, com uma vantagem máxima de quatro golos, mas o jogo manteve-se emocionante até ao 10-8. Depois o SCP quebrou de vez e a parte final foi penosa para os sem colete, que não mais conseguiram reagir e viram o resultado alargar-se para os 14-8 finais, placar se calhar demasiado alargado para o que se passou em campo.

É caso para se dizer que ganhou a equipa que teve “T”. O CCB teve o seu melhor Toni de sempre, pelo menos no plano da finalização, onde apontou exactamente metade dos golos da sua equipa. Já o SCP, sem Tiago, não conseguiu encontrar um guarda-redes à altura, sofrendo alguns golos a modos que ridículos, a começar no primeiro, como já foi referido. Por último merece destaque o fair-play. Depois de alguns jogos de elevada tensão nas quatro-linhas, ontem tivemos um encontro pejado de desportivismo. Que melhor forma de terminar a partida senão com Jorge e Mikael a fazerem amor em pleno relvado, junto à linha lateral do meio-campo do SCP? Assim vale a pena!

Apreciação Individual (1-5):

CCB:
- Vieira (4): Exibição bastante positiva de um dos pilares da defesa sem colete. Sempre bem colocado, coroou a prestação com o último golo do encontro.
- Roman (4): De regresso após longa ausência, mostrou porque é bastante cobiçado pelo SCP. Poucas bolas passaram por ele e no jogo aéreo não deu hipóteses.
- Pedro Bento (3): Um dos jogos menos vistosos do maestro com colete. Pareceu estar em poupança para compromissos mais difíceis e ficou em branco.
- Castanheira (4): Entrou muito bem no jogo, com dois dos primeiros três golos da sua equipa. Ainda completou o “hat-trick” e foi sempre dos mais perigosos no contra-ataque.
- Toni (5): Sem Tiago na baliza foi cada tiro, cada melro. Ou cada tiro, cada frango. Ou cada tiro, cada perú. O que interessa é que marcou por sete vezes e foi o maior responsável pela vitória do CCB, logo, the man of the match.
- Jorge (3): Marcou dois golos e ainda esteve em duas das situações mais engraçadas do jogo. Numa tirou um golo certo a um companheiro ao tentar marcar com a mão. Noutra, com Cabica fora da baliza, atirou quase para a inexistente bandeirola de canto. Já tentámos encontrar as situações no YouTube, mas, até à data, ainda não foram uploadadas.

SCP:
- Mikael (3): Voltou a alinhar pelo SCP e foi dos mais esforçados, principalmente no que toca a defender.
- Cabica (2): Baixou claramente de nível em relação à semana passada. Não esteve feliz e esteve em alguns momentos de azar para a equipa, como o golo que marcou. Na baliza errada.
- Simão (3): De regresso à competição, não esteve ao seu melhor nível, mas ainda assim não comprometeu.
- António (4): Mais uma vez, manteve a sua regularidade exibicional. Marcou três golos, fez mais algumas assistências e foi o melhor construtor de jogo da equipa. O habitual.
- Diogo (3): Marcou três golos e foi dos mais perigosos da sua equipa, mas voltou a cometer muitos dos pecados que pareciam erradicados. O seu mau “timing” a soltar a bola (se é que a soltava) custou muitas jogadas de ataque à sua equipa.
- João (3): Subiu bastante em relação ao jogo anterior. Marcou por duas vezes e criou mais algumas oportunidades, mas ainda precisa de melhorar fisicamente, especialmente o arranque.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Número 7 - 13/04/2007

12/04/2007, Playhouse, 19h00

Sem Colete, 11 - Com Colete, 8

Ficha do Jogo:

SCP: Tiago, Mikael, Cabica, João, António e Diogo.

CCB: Vieira, Joaquim, Pedro Bento, Toni, Castanheira e Jorge.

Golos: António (1-0), Castanheira (1-1), Mikael (2-1), Diogo (3-1), Pedro Bento (3-2), Cabica (4-2), Diogo (5-2), António (6-2), Castanheira (6-3), Joaquim (6-4), Jorge (6-5), Toni (6-6), Diogo (7-6), Cabica (8-6), Toni (8-7), António (9-7), Diogo (10-7), Jorge (10-8) e Diogo (11-8).

Crónica:

Jejum quebrado

A provável falta de fé dos lampiões das duas equipas permitiu a realização de mais um clássico na Playhouse, depois de na semana passada o encontro ter sido anulado precisamente devido ao jogo da Instituição no terreno dos periquitos catalães. E os factos mostraram que investir num serão passado a ver as papoilas saltitantes raramente compensa. Adiante. O CCB apresentou-se em campo com o seu seis-tipo, enquanto o SCP foi forçado a uma alteração. O lampião Simão furou o esquema e decidiu-se por calçar as pantufas em vez das chuteiras e ficar a ver o Maestro Príncipe Mágico atirar bolas ao poste e foi substituído por Mikael, um habitual suplente do CCB. Sem menosprezar o valor de Simão, o SCP deu-se bem com a troca, pois Mikael, mais forte fisicamente, trouxe à equipa sem colete uma maior consistência defensiva, normalmente o seu ponto fraco.

O encontro iniciou-se como tantos outros na história destes derbies. O SCP entrou melhor e, com bom futebol, chegou com alguma facilidade a uma vantagem confortável, de 6-2. Mas, como também faz parte da tradição, a partir de certa altura, em parte devido a uma quebra física, noutra graças à pressão alta do CCB, de fazer inveja a José Peseiro, o resultado passou num ápice para um 6-6. O SCP viveu aí os seus momentos mais críticos e previa-se mais uma derrota retumbante. Mas um golo de Diogo, a fazer o 7-6, voltou a mudar o jogo. O CCB parece ter ficado chocado e o SCP voltou a acreditar nas suas qualidades. A pressão alta deixou de ser eficaz e a equipa sem colete começou a perceber como poderia sair para o contra-ataque. Até final nunca mais deixou de estar na frente do marcador e acabou por vencer com uma confortável vantagem de três golos: 11-8.

Para além do jogo jogado, sempre emocionante, o encontro de ontem, na sequência do que já tinha acontecido no passado, embora com menos intensidade, foi também um grande espectáculo de jogo falado. De fazer inveja aos Searas, Aguiares e Ferreiras desta vida. A tensão chegou a atingir níveis elevadíssimos. Qual Galatasaray-Fenerbahçe, qual Rangers-Celtic, qual Boca-River, qual Palmelense-Quintajense, não há derby como SCP-CCB. Com a vitória de ontem, os sem colete quebraram um jejum de quase dois meses, pois não venciam desde 15 de Fevereiro. Mas não se pense que foi pela melhor qualidade dos com colete. Nada disso. Como bons cristãos que são, os elementos do SCP entraram em jejum na altura do Carnaval e terminaram-no perto da Páscoa, seguindo assim os ensinamentos da Bíblia.

PS - Têm-se verificado nos últimos jogos alguns atropelos às regras básicas do pé na bola - sem querer acusar ninguém e com toda a isenção que preside aos escritos deste cronista, principalmente por parte do CCB, e quando se encontra em desvantagem. Nada de muito grave, até agora. Mas ontem houve um que passou em claro, mas que convém esclarecer: a certa altura, Joaquim, então na baliza, segurou a bola, largou-a e voltou a segurá-la. Ora isso é contra a lei e dá direito a livre indirecto. Fica aqui o aviso, pois da próxima vez a equipa lesada terá o direito de exigir a marcação desse livre.

Apreciação Individual (1-5):

SCP:
- Tiago (4): Regressou às boas exibições, depois de alguns jogos menos conseguidos. Liedson não se entendia com as chuteiras e Tiago teve problemas com as luvas, mas parece tudo resolvido. Pecou apenas por alguns lançamentos precipitados para o ataque.
- Mikael (3): Foi a surpresa da equipa, na qual alinhou pela primeira vez. É menos tecnicista que Simão, mas o seu caparro dá-lhe vantagem nos confrontos directos. Para colorir a exibição ainda marcou um golo.
- Cabica (4): Começou mal, com uma série incrível de passes errados, mas recuperou a tranquilidade e não só foi decisivo a defender como se destacou no ataque, onde apontou dois golos. Desta vez deixou as cãimbras em casa e a equipa beneficiou com isso.
- João (1): Apresentou-se, um ano e tal depois, com um visual à ser humano. Se isso deixou as espectadoras femininas loucas, não o ajudou no relvado. Quase inexistente no ataque, fez apenas dois bons cortes na defesa. Dias piores virão.
- António (4): É o elemento mais regular da equipa e ontem esteve ao seu nível. Construiu muito jogo, marcou três golos e ainda ajudou na defesa. Tem a cláusula de rescisão mais alta da equipa, pois claro.
- Diogo (5): É o Nani da equipa, às vezes merece aplausos fortíssimos e outras umas vaias bem dadas. Ontem foi o melhor em campo e foi sobretudo ele que tirou a equipa da situação sufocante em que se encontrava após o 6-6. Marcou cinco golos, quase metade dos do SCP.

CCB:
- Vieira (2): É o jogador mais sacrificado do CCB. Dispõe de boa técnica individual e um remate potente com o pé esquerdo, mas, ao permanecer quase todo o tempo na baliza ou na defesa, acaba por tirar pouco partido das suas qualidades. Ontem foi mais vítima que réu (há tempos que ansiava por usar esta expressão).
- Joaquim (2): Jogo muito mais discreto do que o habitual. Não comprometeu, mas também não fez a diferença. O golo que marcou salvou-o de uma nota ainda mais baixa.
- Pedro (3): Como sempre foi o principal organizador da equipa, mas faltou a conclusão às jogadas que construiu. Marcou apenas um golo e depois voltou a dar nas vistas quando tentou assassinar Jorge Sousa (pelo menos verbalmente), após um desentendimento entre ambos a meio metro da baliza contrária.
- Toni (3): Foi um dos principais responsáveis pela reviravolta no resultado, a meio do jogo, mas depois não conseguiu dar sequência. Marcou dois golos e como sempre foi um treinador no relvado. Mas desta vez ninguém parece ter entendido a sua táctica.
- Castanheira (3): Foi dos que entrou melhor no jogo na sua equipa, marcando dois dos primeiros três golos do CCB. Depois perdeu gás e não também não conseguiu contrariar a melhor ponta final do SCP.
- Jorge (3): Quando ganha é um herói, quando perde é o bode respiratório preferido dos companheiros. Mas não esteve mal e marcou dois golos (um de insistência, outro de cabeça) que impediram uma derrota maior para a sua equipa. Injustamente acusado do mau resultado.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Blog em queda... (apesar das 500 e tal visitas)

Bem,

pelos vistos, este blog está agora em decadência, ou a passar por uma fase dificil.
Razões? suspeitas á algumas...

O Nosso Jornalista oficial, parece ter perdido o interesse em continuar as crónicas a que se propôs á alguns jogos atrás (nomeadamente depois da vitória dos sem colete :) hummm curioso).
Mesmo depois da semana passada ter sido um Jornalista substituto a fazer os relatos do sucedido, o Jornalista oficial não quis dar seguimento á crónica semanal, e voltar ás suas funções contratadas.

Deixo também o resultado e constituição das equipas, para futura referência:

CCB 14 - 7 SCP
CCB :
Jorge Sousa
Pedro Bento
Nuno Castanheira
Toni
Joaquim Batoque
Gonçalo

SCP:
João Ventura
Tiago Gonçalv.
António Santana
Diogo
Pedro Cabica
Simão Neves

Deixem-me também fazer um resumo dos resultados até agora, desde o inicio do Blog:

Com Colete, 7 Sem Colete, 14
Com Colete, 6 Sem Colete, 6
Com Colete, 11 Sem Colete, 10
Com Colete, 10 Sem Colete, 5
Com Colete, 12 Sem Colete, 7
Com Colete, 14 Sem Colete, 7
Será a o dominio da equipa dos 'Com Colete' a razão da decadência?

Mas penso que acima de tudo o que é preciso é continuarmos com estes jogos interessantes, seja a ganhar ou perder, porque tudo é desporto!

Ficam aqui de todas as formas algumas fotos registadas pelo Jornalista substituto, antes do jogo.




terça-feira, 27 de março de 2007

Número 5 - 27/03/2007 - Antevisão por Jorge Sousa

Antevisão do Jogo Grande da Jornada 5 (por Jorge Sousa):

CCB - SCP Quinta Feira no Pinhal Novo por volta das 18h50m

Sim, o jogo grande da Jornada joga-se no Pinhal Novo, e não num estádio de cores berrantes (vulgo Vermelho).

Desta vez a equipa dos CCB, irá mostrar-se em plena força, com o regresso á equipa do seu coração ou seja a sua equipa original, o jogador Roman Bayer.
Está então prevista a seguint equipa por parte dos CCB:
-Pedro Bento, com a sua regularidade de jogo, que esperemos não volte a 'rebentar' com os barrotes.Será que o café antes do jogo, e bem forte, faz efeito???
-Nuno Castanheira, de volta depois de uma semana em que lhe faltou o meio de transporte, esperemos que volte possante, e em forma, e também A HORAS!!!
-Joaquim Batoque, como habitué (por motivos profissionais) a jogar semana sim semana não, veremos se estará em forma, ou precisará de uma 'bombinha', ou se um simples café também lhe chega.
-Roman, como já falado, no regresso á sua equipa original, penso poderei mesmo dizer, a equipa do seu coração :)
-Jorge Sousa, que promete cada vez correr mais (pelo menos tentar), além de treinar mais umas trivelas para abafar alguns ciganos que por aí andam a armarem-se em estrelas.Será que vai marcar mais uns golinhos fantásticos?
Por ultimo,
-Gonçalo, que teve a estreia no último jogo, que se pode dizer terá sido uma entrada em grande, veremos se mantém o nivel.

Por parte da equipa dos SCP, desta vez num regresso em grande, com grande parte dos jogadores habituais,será que desta vez vai haver entrosamento, jogo de equipa, e resistência, e vão conseguir ultrapassar a grande muralha dos CCB? Concerteza será um jogo com surpresas.
Em termos individuais, teremos:
-João, de regresso, será que irá voltar á posição de Avançado (esquecido?) ? ou vai mesmo facturar?A forma fisica não deve ser a melhor, devido á paragem, mas cá estaremos para ver. Irá voltar tambéma ser o jornalista de serviço para uma correcta, isenta, e fabulosa análise pós jogo.
-Tiago, também de regresso, e que nestes ultimos tempos tem-se mostrado inseguro na defesa das suas redes, vamos ver se consegue desta vez manter as suas redes intactas e voltar ao nivel de há umas semanas.
-António, este jogador já vem com uma regulariedade invejável, sem lesões ou motivos de força maior. A melhorar a olhos vistos, veremos se consegue resistir aos toques nas canelas de Jorge Sousa
-Diogo, mais um elemento com uma regulariedade de registar, e também em franca ascenção, será que vai continuar com os ameaços de remates? ou será que vai fazer o Jornalista engolir aquela da 'foca amestrada' em seco?
-Pedro Cabica, o grande homem da defesa, que está em constante luta com Jorge Sousa, vamos ver também se se vai aguentar depois da paragem. E esperemos que não contraia nenhum lesão.
-Simão Neves, mais um dos muitos que passou por uma paragem recente, está agora de volta. Será ele o Zé da boia deste blog? hummmmmm.....

Houve também alguma fuga de informação acerca de um possivel patrocinio que se encontra em fase avançada de negociação, para alguns equipamentos bem como uma bola que melhorará o futebol praticado concerteza, mas continuamos a investigar e procurar mais detalhes.

Esta foi a antevisão possivel, por parte de Jorge Sousa, de um jogo de que se escreve muito.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Número 4 - 23/03/2007

22/03/2007, Playhouse, 18h50 até ás 20h15
Com Colete, 12 - Sem Colete, 7
Ficha do jogo:
Equipas:

CCB: Jorge, Pedro, Eduardo, Tony, Vieira, Gonçalo-(*que jogou 70% do tempo nos CCB e o resto nos SCP)

SCP: Roman, António, Diogo, Miguel, Valter, Gonçalo-(*)

Marcha do Marcador:

António (1-0), Gonçalo (1-1), Jorge (2-1), Roman (2-2), Diogo (3-2), Tony (3-3), Eduardo (4-3), Diogo (4-4), Miguel (5-4), Vieira (5-5), Tony de cabeça (6-5), Pedro (7-5), Pedro (8-5), Tony (9-5), Diogo (6-9), Gonçalo (10-6) **, Eduardo (11-6), Antonio (11-7), Eduardo (12-7).

** neste momento o Gonçalo mudou de equipa e foi jogar para os S/ Colete

Crónica:

Equilibrado (apesar de não parecer)!

Devido á falta do Castanheira á ultima hora foi necessário reajustar as equipas, jogando uma com 6 outra com 5 (mas a cerca de 20m do fim um jogador mudou de equipa). A equipa dos SCP desta vez mesmo muito desfalcada, apenas com a participação de dois dos habituais jogadores (Diogo e António), possivelmente devido a alguma reunião ou assembleia geral para definição de estratégias para o futuro desta equipa impediu jogadores como João, Cabica, Simão, ou Tiago de entrarem em campo. Será mais uma crise financeira a afectar mais uma equipa de profissionais? depois dos resultados desfavoráveis? Humm, o VFC também anda na mesma, mas vamos acreditar que "ambas as duas equipas" vão ultrapassar estes problemas.
De qualquer forma foi possivel encontrar substitutos á altura.
Falando do jogo mais propriamente dito, teve um inicio muito equilibrado, a demorar cerca de 20 minutos até ao primeiro golo, graças aos falhanços dos avançados (só o Pedro mandou 3 ao barrote), bem como algumas boas defesas de Roman e Tony. Mas aberto o caminho para o golo foi um "ver se t'avias". O que mostra a rotação de Guarda-Redes utilizando jogadores menos rodados nesta posição.
De qualquer forma foi um jogo equilibrado, pelo que se pode ver na marcha do marcador, até cerca de 20 do final. Casos do jogo foram apenas um passe para o guarda-redes ao marcar um fora que o Tony agarrou com as mãos (passou impune), um passe do Tony quando a guarda-redes em que saiu da área ainda com a bola nas mãos (ficou mais um livre indirecto por marcar), e por sua vez na área dos SCP, um penalty fica por marcar por mão de Miguel. De qualquer forma todos estes casos apenas foi possivel visionar nas imagens televisivas, e não houve reclamações por parte dos jogadores em campo.
Quando havia uma diferença de 4 golos, o novo jogador Gonçalo despiu o Colete e passou a jogar na equipa dos SCP por uma questão de justiça.


Apreciação Individual (1-5):

Gonçalo (4): Novo jogador na relva do Pinhal Novo, mas mostrou uma excelente visão táctica, e bom posicionamento no campo. Marcou 2 bons Golos, e apenas deixa a desejar na forma fisica, o que demonstra que requer continuação.

Jorge (2): Atarefado com fotos, e anotação dos golos, tarefa a que não estava habituado, nem preparado, fez um jogo muito regular. Marcou o Golo da ordem, por assistência de Tony. Fez ainda algumas assistências mas poucas traduzidas em golo, uma delas a bater no barrote, e a ficar nos pés de Pedro Bento, que não concretizou. Tentou também mais uma trivela, desta vez a resultar com o efeito desejado, mas a sair devagar que permitiu a defesa do guarda-redes.

Tony (4): Começou á baliza, e fez um bom trabalho, esteve mais calmo em termos verbais, apesar de manter as orientações dos colegas. Fez algumas assistências, e marcou 3 Golos, um dos quais de cabeça. Fez um bom jogo, apesar de se distrair ao agarrar a bola depois de um passe de um colega, ou ao sair da área com a bola ainda nas mãos.

Eduardo (4): 3 Golos, fez um jogo bom, mas falhou alguns passes arriscados. Requer continuação!.

Vieira (3): mais uma vez um jogo á sua altura, apesar de só conseguir concretizar uma vez, fez uma boa partida, retirando a imagem de á alguns jogos atrás.

Pedro (3): apesar de ter marcado 2 Golos, deixou o dobro por marcar, com 3 bolas nos barrotes, e 1 a tentar enganar o guarda-redes e falhanço infantil.

Antonio (3): marcando o primeiro golo quando viu o espaço livre á sua frente com um bom remate, marcou no total 2 Golos, vez um jogo ao seu nivel com bons passes e boas fintas.


Roman (4): para varia mais um bom jogo, seguro tanto na baliza como na defesa, ainda foi capaz de ir á frente marcar um golo. Sem dúvida dos melhores jogados na zona do Pinhal Novo.

Diogo (4): a melhorar a olhos vistos, apesar de ainda fazer uns ameaços um pouco descabidos, mas pensamos ter sido dos melhores jogos, concretizando 3 Golos. Requer também continuação. Consta que no final fez alguns maus passes, mas queixou-se de cansaço, será das noitadas? ou precisa de ser puxado na parte fisica?

Miguel (2): esteve sempre bem marcado, e sofreu alguns toques do amigo Tony, fez um penalti que não foi sancionado, mas ainda deu para marcar um Golo. Deu a impressão de poder fazer muito melhor.

Valter (2): apesar de estar muito bem na organização de jogo, não conseguiu concretizar nenhuma vez, apesar de ter tentado. Bom jogador, mas costuma fazer melhor, pois dele esperam-se bons golos de remates fora da área, já que tem um bom pontapé.

Man of the Match:
Não se pode considerar que houve um desiquilibrador, ou um jogador a destacar pelas razões acima.
Jornalista desta Semana:
Jorge Sousa

Algumas (tentativas de) Fotos









De salientar ainda o número de visitas do blog, já a ultrapassar as 300....

sexta-feira, 16 de março de 2007

Número 3 - 16/03/2007

15/03/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, 10 - Sem Colete, 5

Ficha do jogo:

CCB: Vieira; Joaquim, Pedro Bento, Castanheira, Toni e Jorge.

SCP: Tiago; Cabica, Simão, João, Diogo e António.

Golos: Joaquim (1-0), Joaquim (2-0), Toni (3-0), Toni (4-0), Cabica, p.b. (5-0), Cabica (5-1), António (5-2), Pedro Bento (6-2), Diogo (6-3), Vieira, p.b. (6-4), Castanheira (7-4), Castanheira (8-4), Jorge (9-4), Cabica (9-5) e Vieira (10-5).

Crónica:

Início demolidor

Depois de uma semana de intervalo, por motivos lampionísticos, a Playhouse voltou a ser palco do clássico CCB-SCP. O CCB apresentou exactamente o mesmo "seis" de há quinze dias, enquanto o SCP voltou a não repetir uma equipa. Desta vez Roman e Carlos Eduardo ficaram de fora e deram lugar aos regressados Tiago e Cabica, este pela primeira vez na situação de chefe de família (mau chefe, pois claro, porque não é benfiquista).

O encontro teve um início completamente atípico. O CCB teve de começar por alinhar com apenas cinco elementos, devido ao habitual atraso de Castanheira. Joaquim começou por lançar uma jogada psicológica, um "mind game" à Mourinho, ao sugerir que o SCP também começasse com cinco e fizesse substituições. Tal não aconteceu, como é óbvio, mas a equipa sem colete parece ter ficado de consciência pesada e não entrou a matar, como devia. E o CCB, mais experiente, adaptou-se melhor às condições da batalha e cedo Joaquim, o "mind gamer", fez dois golos. O SCP, em estado de choque, até conseguiu realizar jogadas interessantes, mas deixou o "killer instinct" entre Aires e a Volta da Pedra. Toni, que tinha começado a compita na baliza, aproveitou o desnorte adversário e bisou, contando num dos golos com a inestimável ajuda de Tiago. Para completar o afundamento sem colete, Cabica apontou um autogolo na própria baliza. Logo a seguir Castanheira entrou em jogo. E, ao contrário do que seria de esperar, foi a partir daí que surgiu o equilíbrio. Cabica acertou na baliza devida e António marcou logo a seguir. Pedro Bento fez o 6-2, mas Diogo e Vieira, este na baliza errada, colocaram o marcador em 6-4. O SCP acreditou na reviravolta, mas Castanheira, naturalmente o homem mais fresco em campo, arrumou a questão com um "bis". Um dos golos foi mesmo de grande efeito, com um remate colocadíssimo da entrada da área. Depois Jorge marcou o golo da ordem, Cabica voltou a reduzir e Vieira fechou o marcador, perante um SCP já sem qualquer organização defensiva.

Foi uma contenda estranha, a de ontem. Ao contrário do que tinha acontecido algumas semanas antes, em que o SCP aproveitou o período em que jogou em superioridade numérica para ganhar uma vantagem confortável, desta vez aconteceu o inverso. Com 5x6 o jogo teve um parcial de 5-0, com 6x6 ficou em 5-5. O futebol, realmente, desafia toda a lógica.

Apreciação Individual (1-5):

CCB:
- Vieira (3): Depois de algumas semanas de exibições fracas, também motivadas por uma lesão, voltou ao seu nível habitual, conferindo muita segurança à defesa. Marcou um autogolo, mas compensou com um tento na baliza contrária, a fechar o placar.
- Joaquim (4): Foi o homem do jogo. Começou ao ataque e foi ele que começou a decidir o resultado, ao apontar os dois golos iniciais. Depois esteve muito tempo na baliza, onde foi o melhor guarda-redes em campo, realizando paradas à la Petr Cech.
- Pedro Bento (3): Mais uma exibição regular, com um olho na defesa e outro no ataque. Marcou um golo importante, o sexto da sua equipa. Na parte final falhou um golo fácil, por querer humilhar o guardião contrário.
- Castanheira (3): Curiosamente a sua entrada equilibrou o jogo, mas não esteve mal. Foi importante nas saídas para o contra-ataque e os seus dois golos decidiram o confronto. Ficou no limiar da nota quatro.
- Toni (3): Começou na baliza, mas foi importante no avolumar do resultado, marcando, vá lá, um golo e meio. Viveu, como sempre, intensamente o jogo, mas cometeu duas faltas antidesportivas quase consecutivas, impedindo o contra-ataque contrário. Num jogo a sério teria sido excluído.
- Jorge (3): Importante na criação de oportunidades de golo, pela forma como disputa os lances, acabou só marcar uma vez, na parte final.

SCP:
- Tiago (2): Regressado após uma jornada de ausência e com luvas novas, desta vez não conseguiu ser decisivo. Juntando a isso um meio-autogolo, a nota só pode ser negativa.
- Cabica (3): Fez o único "hat-trick" do jogo, mas o primeiro golo, infelizmente, foi na baliza indevida. Não esteve tão seguro a defender como de costume e só leva nota positiva pelos dois golos que marcou ao adversário, um dos quais de calcanhar.
- Simão (2): Muito esforçado, como lhe é apanágio (finalmente consegui usar esta palavra!), não fez, no entanto, a diferença, tanto defensiva, como ofensivamente. É daqueles que precisa de maior ritmo de jogo.
- João (2): Uma exibição muito semelhante à de Simão, não conseguindo manter um ritmo constante, especialmente na recuperação defensiva. Devia ter marcado em duas ou três ocasiões.
- Diogo (3): Melhorou bastante em relação ao último jogo (até porque pior era impossível). Começou bem, mas com o cansaço começou a abusar um pouco do individualismo. Marcou um golo, mas tem de melhorar ainda um pouco.
- António (3): Como sempre foi o melhor construtor de jogo da equipa. Por vezes não teve o apoio devido, outras finalizou mal. Também pode fazer um pouco melhor e tem de marcar mais golos. Ontem apontou um.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Número 2 - 02/03/2007

01/03/2007, Playhouse, 19h00

Com Colete, 11 - Sem Colete, 10

Ficha do jogo:


CCB: Vieira; Joaquim, Pedro Bento, Castanheira, Toni e Jorge.

SCP: Roman; Simão, João, Carlos Eduardo, Diogo e António.

Golos: Castanheira (1-0), Carlos Eduardo (1-1), Toni (2-1), Toni (3-1), Carlos Eduardo (3-2), Jorge (4-2), António (4-3), Pedro Bento (5-3), Toni (6-3), Carlos Eduardo (6-4), Jorge (7-4), Carlos Eduardo (7-5), António (7-6), Jorge (8-6), Carlos Eduardo (8-7), João (8-8), Roman (8-9), Toni (9-9), Carlos Eduardo (9-10), Jorge (10-10) e Jorge (11-10).

Crónica:

Muitos golos, pouco futebol

O Playhouse recebeu esta quinta-feira mais um derby eterno do futebol luso: SCP contra CCB. A equipa de colete no tronco apresentou, desta vez, o seu seis-tipo, com os regressos de Vieira e Joaquim para os lugares de Mickael e Telmo. Também o sexteto livre de colete fez duas alterações em relação à semana anterior: o guarda-redes Tiago, gripado, e o patrão da defesa Cabica, ausente no Norte por motivos do forno interno dele próprio, deram lugar a Simão, regressado após algumas semanas de paragem, e Carlos Eduardo, uma estreia absoluta nos relvados do estádio mais bem frequentado do país, se descontarmos aqueles mafarricos vestidos de encarnado... e o Marco Tábuas, que também chegou a ser visto por lá.

Ao contrário do que tem acontecido noutros encontros, em que inicialmente quase não há golos e depois, à medida que a compita se aproxima do fim, eles começam a surgir em catadupa, o confronto de ontem teve sempre um bom ritmo de bolas para dentro das redes. O que não é necessariamente bom, pois ao cronista ficou a sensação de que a maior parte dos golos deveu-se mais a aselhice das defesas do que a grandes combinações ofensivas. Tudo começou logo no primeiro golo, para o CCB, apontado por Castanheira num lance em que o guarda-redes de ocasião, Roman, não ficou bem na fotografia, como dizem agora os comentadeiros futebolísticos de TV, Rádio e cassete pirata. Mas foi apenas a primeira de inúmeras borradas dos porteros de ambos os dois lados. A equipa CCB foi conseguindo sempre manter vantagem, se exceptuarmos o 1-1, até que chegou a um máximo de três golos de diferença, aos 6-3 e 7-4. Chegou a cheirar a goleada, mas o SCP, mesmo sem jogar bem, chegou ao empate a oito golos e logo a seguir aos 9-8. Esteve ainda a vencer por 10-9, mas depois aconteceu o lance do jogo: numa jogada de superioridade numérica, Simão, que se tinha lesionado sozinho momentos antes, não conseguiu devolver a bola rapidamente, ela acabou por ser perdida e no contra-ataque o CCB voltou a igualar, por Jorge. O Romário do indoor acabou por decidir o encontro pouco depois, após mais um contra-ataque. Logo a seguir o árbitro deu por concluído o embate.

Não foi um bom jogo, desta vez, com muita atrapalhação das duas equipas, especialmente do SCP. No entanto, foi possível verificar uma teoria defendida por alguns elementos do CCB. E a conclusão é que essa teoria tem um ponto de verdade e outro de inverdade. A verdade é que, sem Tiago, o SCP sente muito mais dificuldades em manter a baliza (quase) inviolável. A inverdade é que não é apenas a presença ou ausência de Tiago que equilibra as contas a favor do SCP, como se viu ontem, num jogo que podia ter caído para qualquer dos lados. Aumenta assim a expectativa para os próximos jogos, sendo muito difícil arriscar diagnósticos.

Apreciação Individual (1-5):

CCB:
- Vieira (2): Fez a sua pior exibição no campeonato. Esteve quase sempre na baliza e sofreu golos quase inacreditáveis. Mas, como se apresentou lesionado e mostrou espírito de sacrifício, não merece a nota mínima.
- Joaquim (2): Voltou aos relvados após mais uma semana de fora e esteve longe do que sabe fazer. Esforçado a defender, participou pouco no ataque e o seu pontapé canhão (mesmo que muitas vezes para o tecto) não se viu.
- Pedro Bento (3): Como sempre, foi importante no jogo ofensivo da sua equipa. Marcou um golo. Está ainda à procura da grande exibição que o faça regressar ao nível a que habituou o exigente público da Playhouse.
- Castanheira (3): Foi o autor do importante golo inaugural, o único que marcou. Utilizou bem a velocidade no contra-ataque, lances nos quais a sua equipa chegou algumas vezes ao golo.
- Toni (4): Há muito tempo que não era tão eficaz na concretização. Marcou quatro golos e foi dos que melhor aproveitou a ausência de Tiago. Esteve muito esclarecido também nas assistências e ficou no limiar da nota cinco.
- Jorge (5): Certamente picado por ter levado a única nota negativa na partida anterior, realizou talvez a sua melhor exibição de sempre. Aproveitou igualmente bem a ausência de Tiago para marcar golos de toda a maneira. Incluindo um toque de calcanhar, ainda que desviado com infelicidade por Roman. Os seus dois últimos golos permitiram virar o marcador do 9-10 para o 11-10 final. Foi o "man of the match".

SCP:
- Roman (2): Começou por ser guarda-redes e não esteve totalmente mal, mas o primeiro golo penaliza-o. Como jogador de campo esteve algo longe do nível habitual, ressentindo-se da falta de disciplina táctica da equipa e de alguns individualismos de companheiros. Marcou um golo.
- Simão (2): De regresso após algumas semanas ausente, também não esteve ao seu nível. Viu-se muitas vezes sozinho na defesa e no ataque também não fez os passes açucarados do costume. Acabou lesionado.
- João (2): Esteve mal na baliza e como jogador de campo não percebeu bem que posição devia ocupar. Também se ressentiu de alguma falta de colectivismo em muitos lances. Foi autor de um golo.
- Carlos Eduardo (5): Marcou seis golos (6!!!) na sua estreia. Teria sido o melhor em campo se a sua equipa tivesse ganho. Foi o mais esclarecido em termos ofensivos e ajudou na defesa sempre que pôde. Se jogar sempre assim, será um reforço de peso.
- António (3): Já fez muito melhor, mas ainda assim ontem foi dos que mais se aproximou do seu nível. Marcou dois golos e foi o guarda-redes mais seguro da sua equipa, tendo evitado alguns golos.
- Diogo (1): O pior em campo. Tem de decidir rapidamente se quer ser jogador de futebol ou uma foca amestrada. Talento ele tem, mas só fará bom uso dele se o puser ao serviço da equipa. Não marcou nenhum golo e perdeu muitas jogadas de ataque e contra-ataque por querer fazer mais uma (ou duas, ou três...) finta. A continuar assim, arrisca-se a ir treinar umas semanas para a equipa B.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Número 1 - 23/02/2007


Equipa SCP (desfalcada)

Equipa CCB (não tão desfalcada)

Jorge em plena fase de construção de jogo


22/02/2007, Playhouse, 19h00

Sem Colete, 6 - Com Colete, 6

Ficha do jogo:

Sem Colete: Tiago; Roman, Cabica, João, António e Diogo.

Com Colete: Mickael; Telmo, Pedro Bento, Castanheira, Toni e Jorge.

Golos: Diogo (1-0), Diogo (2-0), Diogo (3-0), Pedro Bento (3-1), António (4-1), António (5-1), João (6-1), Toni, g.p. (6-2), Pedro Bento (6-3), Castanheira (6-4), Toni (6-5) e António, p.b. (6-6).

Crónica:

Sabor a derrota

O bem tratado relvado artificial da Playhouse recebeu esta quinta-feira o jogo mais interessante dos 17-avos-de-final da Taça UEFA: Sem Colete contra Com Colete. Enquanto Benfica e Braga eliminavam uns toscos quaisquer da prova, o Pinhal Novo recebeu um choque de titãs. Ao contrário da semana passada, em que os Sem Colete Pros (SCP) dizimaram os Com Colete Boys (CCB) por 14-7, o encontro desta semana foi impróprio para cardíacos, tal a intensidade com que foi disputado do primeiro ao último minuto. O empate a seis bolas acaba por saber a derrota para ambas as duas equipas, e vice-versa. Para o SCP porque esteve a golear por 6-1 e deixou escapar a vitória de forma infantil. Para o CCB porque criou mais oportunidades, incluindo uma mão-cheia de bolas no barrote, uma das quais bateu nos dois postes e voltou para trás.

Em relação ao jogo anterior, o SCP manteve o seu seis. Já o CCB teve de mexer em duas peças: Vieira, alegadamente lesionado (boa desculpa, dizer que não se ia jogar para ficar a ver o Benfas dava mau aspecto), deu o seu lugar ao estreante Telmo. Para o lugar do Joaquim entrou Mickael. O encontro não podia ter começado melhor para o SCP. Diogo marcou três golos de rajada e garantiu uma vantagem aparentemente confortável para a equipa mais jovem. Pedro Bento reduziu para 3-1 e outros lances houve em que o resultado podia ter sido mais equilibrado, mas algumas paradas de Tiago e as acima mencionadas defesas dos paus inviabilizaram alguns golos para o CCB. Com a confiança em alta, o SCP continuou a produzir boas jogadas e chegou aos tais 6-1, com dois golos de António e um de João. O momento do jogo aconteceu depois: numa jogada inofensiva Roman não resistiu a dar uma mãozinha e ofereceu um penalty ao CCB. Toni não perdoou e relançou o encontro. O golo quebrou o ânimo do SCP, que começou a cometer erros infantis na defesa e a não conseguir sair mais para o ataque. O resultado foi então ficando cada vez mais curto, com golos de Pedro Bento, Castanheira e Toni. Com 6-5 tivemos o caso do jogo. Numa jogada confusa a bola dirigia-se para a baliza do SCP quando Roman cortou em cima da linha. Dentro ou fora? Nem as imagens virtuais permitiram ter a certeza de se o redondo esférico chegou a ultrapassar ou não a linha fatal. A equipa de arbitragem decidiu não conceder o golo. Não importou muito, pois no lançamento lateral resultante António tocou ligeiramente na bola e traiu Tiago, fazendo o resultado final.

Em resumo, foi um jogo muito disputado, com um resultado justo, embora infeliz para as duas equipas. O CCB mostrou desta vez melhor futebol e mais matreirice, pois soube cortar algumas jogadas de ataque do adversário com faltas cirúrgicas. O SCP começou bem, mas os cotas da equipa deram o berro e a equipa partiu-se, na parte final. O jogo da próxima semana promete! Espera-se casa cheia (como sempre).

Apreciação Individual (1-5):

SCP:
- Tiago (4): Mais concentrado do que na semana anterior, evitou alguns golos certos e praticamente não teve culpas nos tentos sofridos.
- Cabica (3): Foi o mais eficaz da defesa sem colete, dando o corpo às bolas em inúmeras ocasiões. Não leva melhor nota porque não esteve tão bem em termos ofensivos e porque quebrou na parte final.
- Roman (3): Estava a ser o mais esclarecido da defesa e teria nota quatro se não fosse o penalty cometido, que permitiu a recuperação adversária. Ronny só há um!
- João (3): Depois da grande exibição da semana passada, voltou ao seu nível habitual. Não leva dois porque marcou um golinho e porque defendeu relativamente bem, facilitando apenas num golo.
- António (3): Marcou três golos, infelizmente um na baliza errada. Não fosse isso e teria nota quatro, pois ainda foi o que mais tentou atacar na fase derradeira.
- Diogo (4): Foi o homem do jogo, apontando os primeiros três golos do SCP. Se o jogo tivesse terminado logo aí, teria saído em ombros, mas o pior estava para vir. Como perdeu eficácia não leva nota cinco.

CCB:
- Mickael (3): Esteve a maior parte do jogo na baliza e revelou-se uma boa surpresa. Nunca facilitou e num ou noutro lance evitou o golo ao SCP.
- Telmo (3): O estreante mostrou ser um bom contraponto aos outros elementos da equipa, isto é, mais físico do que técnico. Foi importante a estancar os contra-ataques, recorrendo algumas vezes à falta. Com um árbitro mais rigoroso poderia não ter saído com a folha disciplinar limpa.
- Pedro (4): Mais próximo do seu nível habitual, embora ainda não seja o jogador de 2006. Marcou dois golos importantes e fez algumas assistências, incluindo para o autogolo de António.
- Toni (4): Também marcou dois golos e criou muito jogo ofensivo. É o jogador com mais ritmo das duas equipas (e o mais falador, também), o que por vezes parece prejudicar a conclusão das jogadas.
- Castanheira (3): Bem melhor que na semana passada. Marcou um golo e também se portou bastante bem na baliza, enquanto lá esteve.
- Jorge (2): A um avançado pedem-se golos e quando estes não aparecem... Por isso leva a única nota negativa da jornada. Não marcou, mas nem foi por falta de oportunidades, como aquela em que se isolou depois de deixar Cabica estatelado (com falta? O apitador deixou seguir).